terça-feira, 20 de outubro de 2009

Coluna de hoje na Folha

Coluna de hoje na Folha


Adeus à política



José Múcio toma posse, hoje, no Tribunal de Contas da União e encerra, assim, a sua carreira política, que começou em Rio Formoso, sua terra natal, como prefeito, na década de 70. De lá para cá, aceitou o sacrifício de enfrentar o favorito Arraes, em 86, virou deputado federal em seguida, mas nunca concretizou o sonho de voltar a disputar o Governo estadual.



Paradoxalmente, se aposenta no ápice da sua carreira, depois de uma bem sucedida passagem pelo Ministério das Relações Institucionais, uma fábrica especializada em descascar abacaxis políticos. Jeitoso e paciente feito Jó, Múcio bateu recorde em permanência no cargo.



Antes dele, ninguém conseguia ficar mais do que seis meses na função. Passando por cima de uma crise e outra, o ex-ministro conquistou a confiança do presidente, que o admira e com ele construiu uma sólida amizade. Quem teve, entretanto, papel decisivo no coroamento da sua indicação para o TCU foi o governador Eduardo Campos, hoje um dos mais fortes interlocutores do presidente.



E Múcio não esconde isso de ninguém. Tanto é verdade que em retribuição ao gesto delegou ao governador a tarefa de redistribuir o apoio dos 22 prefeitos que o ajudaram a se eleger federal no último pleito.



CARAVANA– Uma expressiva delegação de autoridades e políticos pernambucanos prestigia, hoje, em Brasília, a posse de José Múcio no Tribunal de Contas da União, a começar pelo governador Eduardo Campos e o prefeito do Recife, João da Costa. Com a chegada do ex-ministro ao TCU, ocupando a vaga do também pernambucano Marcos Vilaça, o Estado continua mantendo as duas vagas. A outra pertence ao ex-senador José Jorge, que foi buscá-la no voto, diferente de Múcio.



O primeiro abacaxi - Depois da festa, a dura realidade: José Múcio pegará logo de proa, no Tribunal de Contas da União, a análise de processos que tratam de supostas irregularidades cometidas por ex-colegas de Esplanada durante os jogos Pan-Americanos de 2006, no Rio.











Júlio quer reduzir anuidade - Candidato à presidência da OAB-PE pela oposição, o ex-presidente Júlio Oliveira, que tem andado o Estado inteiro, confirma que incluiu, entre as suas propostas, uma redução da ordem de 40% na anuidade social da categoria. “Em nossas plenárias, o empobrecimento dos advogados foi o ponto mais presente e perceptível. E esse empobrecimento não respeita idade ou tempo de profissão”, diz.



Na clandestinidade - A justiça já expediu mais de 10 mandados de prisão contra militares envolvidos em crimes só na região do Araripe, no sertão. O comando da PM constatou o envolvimento, também, de PMs do Araripe com organizações clandestinas de segurança privada. O que ocorreu em Salgueiro não é algo isolado na PM.



Na pressão - Dois dias após o bate-boca entre Lula e Jarbas, adeptos da tese de que o senador deve sair candidato a governador passaram a circular com um adesivo no carro estampando a frase: “Volta, já”. Depois deve vir uma campanha mais ostensiva, através de outdoor. Mas Jarbas diz que só decide mesmo em janeiro.







Curtas



PARADO– Na passagem do presidente Lula pela rota da transposição, a deputada Isabel Cristina (PT) pediu agilidade ao Governo na retomada do projeto Água para todos, que leva água para comunidades rurais, paralisado pela Codevasf.



ATINGIDO– Se o secretário de Desenvolvimento, Fernando Bezerra Coelho, sair candidato a deputado estadual, como tem sido especulado, caem por terra os planos que o deputado Ciro Coelho fez para garantir a reeleição agora no PSB.



ROMPIMENTO– O prefeito de Afogados da Ingazeira, Totonho Valadares (PSB), rompeu com o PT municipal e já comunicou à sua decisão ao governador Eduardo Campos. Na prática, Totonho não vota em nenhum candidato do PT ao Senado.



'Para ser sábio, é preciso primeiro temer a Deus, o SENHOR'. (Provérbios 1-7)



Escrito por Magno Martins, às 06h00
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20/10/2009

Jarbas: "Justiça Eleitoral está cega" a ações de Lula e Dilma

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) acusou a Justiça Eleitoral brasileira de estar “cega” e elevou o tom de ataques contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em declarações em Genebra, ontem, onde participou de uma conferência de parlamentares de todo o mundo, o senador não poupou críticas aos gastos “descabidos” do presidente Lula para fazer campanha “com dinheiro público para eleger (a ministra-chefe da Casa Civil) Dilma Rousseff (PT)”.


“A campanha da Dilma para 2010 já começou, com um ano de antecipação”, disse. “Isso é incrível e ninguém parece fazer nada. A Justiça Eleitoral fecha os olhos para o que ocorre e parece que está cega”, acusou. Vasconcelos aponta que a viagem de Lula e Dilma para vistoriar as obras de transposição do rio São Francisco “foi uma verdadeira aberração”. “Se isso não era um ato de campanha, o que então seria?”, questionou. “Lula está zombando com o dinheiro público. Esses atos precisam ser punidos e proibidos”, disse.



Se a Justiça Eleitoral não está dando uma resposta à situação, o senador sugere até o Ministério Público. “Lula desrespeita todos os limites. Esses atos precisam ser proibidos e as regras precisam ser estabelecidas para o jogo eleitoral”, defendeu. “O presidente Lula acha que pode tudo”, queixou-se. “Há já por parte do governo uma campanha aberta e escancarada para tentar eleger a Dilma. O problema é que Lula precisa entender que não pode fazer tudo”, disse.(Informações da Agência Estado)




Escrito por Magno Martins, às 05h50
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20/10/2009

Eduardo se diferencia de ''quem está vivendo de factoide''

Da Folha de Pernambuco - Arthur Cunha

Com a proximidade do ano eleitoral, o governador Eduardo Campos (PSB) já permeia seus discursos com temas políticos, prevendo o embate do ano que vem. Sem citar nomes, o socialista tem direcionado críticas aos governos da antiga União por Pernambuco, além de fazer comparações do período aliancista com sua gestão. Foi assim ontem, durante a entrega de 25 ônibus escolares aos municípios ganhadores do selo da Unicef, quando o governador fez discurso estratégico para cerca de 50 prefeitos, de todos os lados, presentes no Palácio das Princesas.

Campos afirmou, com números, que fez mais pela área social do que seus antecessores. Também assegurou que sua administração é mais transparente que a passada, já que colocou as contas do Estado na internet, “sem precisar de senha”. Convocando todos a participarem, o governador propôs uma “reflexão” para diferenciar, segundo ele, “quem está vivendo de discurso, de factóide, a partir de sua função pública, e quem está contribuindo concretamente para avançar na situação das crianças e dos adolescentes”.

Eduardo apresentou um dado para embasar sua argumentação. “Nós encontramos um orçamento realizado em 2006 na área social no valor de R$ 4 milhões por ano. Este ano, com toda a crise, o nosso governo vai estar gastando na área social R$ 49 milhões. (...) Mudar a vida das pessoas, essa é a obra que fica. No mundo, muitas pessoas já foram prefeitos, governadores e presidentes da República. Quem ficou, ficou porque construiu governos diferentes. Não é mais do mesmo que o Brasil precisa. É mais de outra coisa. Se fosse mais do mesmo, o presidente Lula (PT) teria feito um governo convencional. É levar o governo na direção de quem precisa. Quem conseguir isso, ficará marcado no coração do nosso povo. É melhor que ficar numa placa bem bonita e nos discursos aí que são gravados”, disse Eduardo Campos.



Escrito por Magno Martins, às 05h30
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20/10/2009

Brasil será "a grande história" de 2010, diz Financial Times

Um artigo publicado na edição desta terça-feira do jornal 'Financial Times' afirma que ''o Brasil é a potência do século 21 a se observar''. Assinado pelo comentarista Michael Skapinker, o artigo compara duas visões antagônicas do país - uma negativa, na qual se sobressaem problemas de violência e desigualdade social, e uma positiva, que ressalta uma economia pujante e plena de recursos naturais. Sem tomar partido por uma das visões, o comentarista diz que o país será ''a grande história do próximo ano''.

''O Brasil acabava de passar por uma crise financeira em boa forma. O país estava sentado em uma vasta descoberta de petróleo em alto mar. Havia testemunhado a maior abertura de capital do mercado neste ano - os US$ 8 bilhões colocados em bolsa pelo braço brasileiro do Santander. Seria também a sede de dois dos maiores eventos esportivos do mundo: a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.''

Para Skapinker, o outro lado da moeda seria a violência. ''Não pude esconder certa palpitação em relação às desvantagens conhecidas do Brasil'', diz ele, citando relatos e notícias de furtos, assaltos à mão armada a sequestros.

''Não vi nada disso'', diz o comentarista, que recentemente fez sua primeira visita ao Brasil. 'Mas dois dias após minha saída do país, enfrentamentos armados entre gangues rivais no Rio custaram pelo menos 14 vidas, incluindo as de três policiais mortos quando o helicóptero em que estavam foi abatido.' (BBC Brasil)


Escrito por Magno Martins, às 05h29
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