Aécio critica blindagem à ministra Dilma
Embora tenha afirmado que não defende o uso eleitoral do apagão, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), criticou hoje a tentativa do governo de blindar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, dos efeitos políticos do blecaute que atingiu 18 Estados e 70 milhões de pessoas no País. Aécio apontou também ausência de comando no governo e sugeriu que a causa esteja na "inibição" de investimentos em linhas de transmissão, informou a Agência Estado.
"Não acho, do ponto de vista político, adequado que num tema dessa relevância quem sobre ele falou tantas vezes deixe de se comunicar com a sociedade brasileira. Me passa talvez uma certa fragilidade", afirmou o governador, pré-candidato do PSDB à Presidência.
Aécio observou que seria natural que a pré-candidata petista, que "sempre se expõe sempre em relação às boas coisas", não deixasse nesse momento de conversar com a população. "Confesso que me surpreendi um pouco com a ausência, por exemplo, da ministra Dilma, sempre porta-voz do governo em todas as ocasiões nesse fato especifico".
Para Aécio, o episódio deverá deixar mais cautelosas as lideranças importantes do governo, que, segundo ele, "acreditam que estão vivendo num mundo de mil maravilhas sem quaisquer problemas".
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